Para uma boa apresentação, é necessário muito ensaio.

Existe infindáveis listas de conselhos, regras e mandamentos do que deve e não se deve fazer num ambiente profissional de cozinha, porém, na maioria das vezes o foco é na linda e glamourosa rotina de um Chef superstar e todo aquele blá-blá-blá. A partir de hoje, quero citar outros acordes imprescindíveis sob a perspectiva daqueles que trabalham por trás das coxias. Alguns acordes são em tom menor (tristes, lamuriosos) mas necessários para compor a partitura do cozinheiro iniciante.

Jean-Baptiste_Siméon_Chardin_017
Mulher descascando batatas – Jean-Baptiste-Simeón Chardin

 

Pergunte!

Existe coisa mais sem sentido do que não saber o que você está fazendo nem o porquê daquilo? Inúmeras vezes me deparei com iniciantes que não gostam ou se revoltam por tarefas que são maçantes mas totalmente necessárias. Aliás, eu também já fui assim um dia. Lembre-se: todos fazem parte de um processo, a cozinha é uma orquestra, uma banda, uma engrenagem, e, todos tem igualmente seu valor, independente da experiência, função ou capacitação.

O real aprendizado começa com as funções muitas vezes menos remuneradas, como “pia” (termo esdrúxulo para designar um dos naipes mais importantes da cozinha) e auxiliar de cozinha. PERGUNTE: O que estou fazendo? Como devo fazer? Para que estou fazendo isso?  Exemplos práticos: você tem a tarefa de descascar e picar toneladas de alho e cebola todos os dias. Se você não pergunta: “poxa, que saco, tudo o que eu faço na vida é picar cebola e alho todos os dias.” (atitude retratada na figura lá em cima). Quando você pergunta o que está fazendo e o porquê de estar realizando aquilo: “Eu pico toneladas de cebola e alho todos os dias que são usados na maioria das preparações básicas da cozinha quente, em finalizações, e no molho da casa que faz muito sucesso, e olha que hoje em dia já faço isso na metade do tempo!!!” A segunda atitude te faz sentir muito mais parte do show, não faz? Sem falar que quando você trata essas tarefas como desafios e não obrigações, o estímulo para o próximo movimento e motivação para participar do ‘grand finale‘ é muito maior.

Portanto pergunte quantas vezes for necessário para que você entenda e execute corretamente o que lhe foi pedido. Perguntar não mata, na maioria das vezes…

Vale a pena ler:

 

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